Certamente, a reflexão que o presente texto pretende atingir já foi inúmeras vezes proposta em outras ocasiões sob muitos enfoques e abordagens diferenciadas, inclusive com versões de ambos os lados que dividiram o país naquele lamentável acontecimento ocorrido em 1º de abril de 1964, exatamente no dia da mentira. Mas há fatos que hoje não podemos mais negar, e a história brasileira vem compreendendo o ocorrido. Foi um golpe inconstitucional, conduzido por militares – não todos, patrocinados pelos Estados Unidos – e amparado pelas elites nacionais e internacionais que se contrapunham a qualquer projeto nacionalista dentro do Brasil.
O fato é que foi um golpe contra a democracia brasileira, e jamais uma 'revolução'! E muitos daqueles civis que inicialmente apoiaram aquela quartelada de 64, no transcorrer da ditadura que durou 21 anos, refletiram o quanto era bom viver com as liberdades democráticas que o governo reformista de Jango proporcionava e começaram a entender melhor o que aquela 'revolução' representava para a Pátria: era a efetiva contribuição para sermos hoje o país com a pior concentração de renda do mundo.
Sob a pecha mentirosa de comunista, divulgado por Ibad, Ipes, Escola Superior de Guerra e tantas instituições golpistas, sob a chancela do embaixador americano Lincoln Gordon, atacavam o presidente João Goulart, fazendeiro, capitalista, cristão, que acabou por ser o único chefe da Nação a morrer assassinado no exílio. Por quê? Muito simples. No seu projeto de nação, dentro de um regime presidencialista que durou apenas um ano, dois meses e 23 dias, esse gaúcho à frente de seu tempo pretendia implementar no Brasil as reformas de base. É isso.
Quais os interesses econômicos que seriam confrontados com um governo popular que visava a reformas profundas e não superficiais? Tiremos nossas próprias conclusões, pois até hoje essas reformas não foram feitas em nosso país. Por isso, hoje, 45 anos do golpe contra a democracia brasileira, vale refletir o quanto é importante consolidarmos cada vez mais o Estado de direito democrático, fortalecendo as instituições democráticas aniquiladas no dia 1º de abril de 1964.
advogado, neto de Jango
O fato é que foi um golpe contra a democracia brasileira, e jamais uma 'revolução'! E muitos daqueles civis que inicialmente apoiaram aquela quartelada de 64, no transcorrer da ditadura que durou 21 anos, refletiram o quanto era bom viver com as liberdades democráticas que o governo reformista de Jango proporcionava e começaram a entender melhor o que aquela 'revolução' representava para a Pátria: era a efetiva contribuição para sermos hoje o país com a pior concentração de renda do mundo.
Sob a pecha mentirosa de comunista, divulgado por Ibad, Ipes, Escola Superior de Guerra e tantas instituições golpistas, sob a chancela do embaixador americano Lincoln Gordon, atacavam o presidente João Goulart, fazendeiro, capitalista, cristão, que acabou por ser o único chefe da Nação a morrer assassinado no exílio. Por quê? Muito simples. No seu projeto de nação, dentro de um regime presidencialista que durou apenas um ano, dois meses e 23 dias, esse gaúcho à frente de seu tempo pretendia implementar no Brasil as reformas de base. É isso.
Quais os interesses econômicos que seriam confrontados com um governo popular que visava a reformas profundas e não superficiais? Tiremos nossas próprias conclusões, pois até hoje essas reformas não foram feitas em nosso país. Por isso, hoje, 45 anos do golpe contra a democracia brasileira, vale refletir o quanto é importante consolidarmos cada vez mais o Estado de direito democrático, fortalecendo as instituições democráticas aniquiladas no dia 1º de abril de 1964.
advogado, neto de Jango
Correio do Povo, página 4 de 1º de abril de 2009.
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