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26.1.08

Estado do Rio Grande do Sul terá fábrica pioneira de minicarros elétricos chineses

Representante jurídica no Brasil da montadora de veículos chinesa Jinxiang Fang Feng Elektromobil, a Abdo Advogados e a Prefeitura de Rolante firmaram protocolo de intenções para a instalação de uma fábrica de minicarros elétricos no município do Vale do Paranhana. O projeto de montagem de veículos populares de energia limpa (E-Car) é pioneiro na América Latina. O documento foi assinado ontem pelo advogado Jamil Abdo e pelo prefeito Pedro Luiz Rippel, na sede do escritório de advocacia, em Novo Hamburgo. A construção da fábrica deve começar já em abril deste ano, revelou Abdo. O início da produção está previsto para abril de 2009. O modelo principal acomoda duas pessoas. Seu preço é calculado em R$ 7 mil (sem os impostos). A previsão é que serão gerados cerca de 2 mil empregos, entre diretos (500 postos) e indiretos. Mas, na primeira etapa, os carros serão importados. 'Serão trazidos carros semimontados, para que sejam montados em solo brasileiro', disse Abdo. Outros modelos, de quatro lugares, serão fabricados em segunda e terceira etapas. Os chineses, explicou o advogado, atuam no ramo de veículos pequenos, médios e grandes. Fabricam 80 tipos diferentes e ainda não exportam para o mercado brasileiro. Abdo e o prefeito viajam para a China no próximo mês, para acertar detalhes da instalação da Jinxiang. O investimento ainda não está definido. Em três anos, o faturamento anual estimado da montadora é de R$ 300 milhões a R$ 500 milhões. 'Nossa viagem à China é justamente para buscar o detalhamento desse empreendimento pioneiro', afirmou Pedro Rippel. As negociações, segundo o prefeito, ocorriam há cerca de um ano e meio. A Câmara de Vereadores de Rolante já autorizou a doação de um terreno de 70 mil metros quadrados, além de incentivos fiscais. O terreno fica às margens da RS 474, no entroncamento com a RS 239, na localidade de Fazenda dos Passos. Os incentivos oferecidos pelo município são a cedência do terreno, a isenção de IPTU e taxas ainda não definidas. 'Será uma forma de diversificar a economia de Rolante, hoje centrada especialmente no setor calçadista', observou Rippel.


Aod: gestão depende da Previdência
Para zerar déficit, governo aposta no IPE como administrador de aposentadorias e de pensões


O secretário da Fazenda, Aod Cunha de Moraes Júnior, afirmou ontem que, sem a aprovação dos projetos que alteram a Previdência do RS, o governo dificilmente conseguirá zerar o déficit financeiro do Estado. As propostas foram enviadas à Assembléia Legislativa em outubro do ano passado. O projeto que estabelece o IPE como gestor único da Previdência do Rio Grande do Sul tem condições de ser votado pelos deputados no recomeço dos trabalhos parlamentares, após o Carnaval. A proposta que cria o regime de previdência complementar aos servidores ainda não tem prazo para ser analisada em plenário. O principal foco do Executivo é o projeto do IPE. A medida poderá enfrentar obstáculos na Assembléia Legislativa, porque a ação transfere à instituição o controle das aposentadorias dos novos servidores do Legislativo, do Tribunal de Justiça e do Ministério Público, além do Executivo. Aod explicou que a proposta dará transparência ao sistema previdenciário do Estado. 'Todas as regras serão unificadas. Hoje, é tudo separado. Esse representa um passo para conseguir resolver o problema', avaliou. Se aprovado, caberá ao IPE as tarefas de administrar, gerenciar, conceder, pagar e realizar a manutenção dos benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas. A instituição ficará responsável por arrecadar, gerir e cobrar os recursos das contribuições. Além disso, o Executivo corre contra o tempo para garantir a aprovação do projeto de gestor único da Previdência no início de março. A proposta é uma das exigências impostas pelo Banco Mundial (Bird) para dar o aval ao empréstimo de 1 bilhão de dólares ao Rio Grande do Sul. Para não ter surpresas durante a votação na Assembléia, a governadora Yeda Crusius antecipou o debate do projeto. No último encontro do Conselho Político, quarta-feira, ela adiantou aos representantes dos partidos aliados a urgência na votação da proposta. Na quinta-feira, quando voltará a se reunir com o grupo, Yeda espera já ter a previsão do cenário que enfrentará no plenário. Uma das conseqüências da não aprovação do projeto, é a ausência de repasses da União.A Previdência, conforme a Fazenda, é um dos principais fatores do desequilíbrio financeiro do Estado. Apenas em 2007, o déficit da Previdência somou quase R$ 4,6 bilhões. O total das contribuições atingiu R$ 609 milhões. O governo ainda conseguiu acrescentar mais R$ 70 milhões a esse total por meio da utilização do Fundo Previdenciário. O gasto com o pagamento de aposentadorias e pensões, porém, foi de R$ 5,3 bilhões.



Troca: projetos serão aprovados

O líder do governo na Assembléia Legislativa, Adilson Troca, avaliou ontem que os dois projetos que alteram o sistema previdenciário gaúcho deverão ser aprovados pelos deputados. Uma das propostas define o IPE como gestor único da Previdência do Rio Grande do Sul. A outra cria o regime de previdência complementar aos servidores. Troca destacou que era obrigação do Executivo apresentar os projetos para resolver o problema da Previdência estadual. 'É uma necessidade do Rio Grande do Sul. O governo precisa se preocupar com o futuro da administração e isso passa pelo combate do desequilíbrio previdenciário', disse. Afirmou que, pelo fato de as propostas afetarem diversos interesses, será necessário intensificar as negociações. Apesar da urgência do governo, a oposição não deverá facilitar a votação das propostas. O deputado Adão Villaverde, do PT, afirmou que o Legislativo irá realizar debates com todas as partes interessadas. Ressaltou também que alguns pontos dos projetos não estão claros, como a capitalização, os reajustes e a forma de cálculo do regime complementar. Villaverde disse ainda que as exigências do Bird não podem interferir nos direitos dos servidores. Para ter os dois projetos aprovados, o governo precisa do apoio da maioria presente em plenário desde que estejam na sessão, no mínimo, 28 parlamentares. A base conta com 32 deputados. Além dos dissidentes, que se posicionaram contra o governo em votações polêmicas, o futuro presidente do Legislativo, deputado Alceu Moreira, somente se manifestará em caso de empate.



Cúpula do Dem adia indicação

A cúpula estadual do Dem adiou a definição dos integrantes que representarão o partido no Conselho Político do governo Yeda Crusius. Na quarta-feira, o partido deverá realizar encontro para discutir o assunto após palestra da senadora Kátia Abreu, do Dem, na Federasul. A presença do partido do vice-governador Paulo Afonso Feijó no Conselho representa o primeiro passo de aproximação com o Executivo. Desde a campanha para o governo do Estado, em 2006, a relação entre o Dem e o PSDB é caracterizada por divergências políticas. Impasses entre Yeda e Feijó resultaram na saída do partido da base aliada do Executivo em abril do ano passado. O Conselho Político é formado por presidentes de partidos, secretários-gerais e lideranças das bancadas aliadas na Assembléia Legislativa. O grupo reúne-se normalmente uma vez por semana com Yeda para discutir as ações do governo.O deputado Marquinho Lang, do Dem, disse que, em função do desencontro de agendas, há a possibilidade de o partido não participar da próxima reunião do Conselho, marcada para quinta-feira, às 17h. Esse seria o primeiro encontro que contaria com a presença do Dem.Integrantes do Dem consideram que a participação do partido na administração representa alternativa para retomar o diálogo e o bom relacionamento com a cúpula do Executivo. Na Assembléia Legislativa, a bancada formada por três deputados afirmou que ficará ao lado de Yeda em votações de propostas do governo. Para isso, porém, as medidas precisam estar em sintonia com a linha de idéias do partido.



TRATAMENTO

O vice-presidente da República, José Alencar, está reagindo bem ao tratamento de quimioterapia contra câncer no abdômen. Conforme o boletim médico divulgado ontem pelo Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, 'o vice-presidente segue internado, sem intercorrências'. Alencar está combatendo câncer na região abdominal que já o levou seis vezes à cirurgia. Ele foi internado na quinta-feira para a segunda sessão de quimioterapia. A outra ocorreu no início do mês. Ainda não há previsão de alta.



CARTÕES

O Ministério Público Federal no Distrito Federal vai investigar a má utilização de cartões de crédito corporativos do governo por ministros e servidores. O procedimento administrativo foi aberto ontem. O objetivo é identificar se as despesas com os cartões feriram o princípio constitucional da moralidade administrativa e as normas fixadas pelo Ministério do Planejamento, gerando prejuízos ao patrimônio público. A campeã de gastos é a ministra Matilde Ribeiro, que usou média de R$ 14,3 mil por mês em 2007.



Proposta da nova secretaria sai quinta

A governadora Yeda Crusius deverá apresentar na quinta-feira, durante a reunião do Conselho Político, o projeto de lei que cria a Secretaria-Geral. A proposta irá definir a estrutura administrativa, como cargos e recursos disponíveis, do novo órgão do governo. Na segunda-feira, Delson Martini, que será o responsável pela função, tomará posse. A Secretaria-Geral foi criada em 1996, no governo Antônio Britto. O órgão acabou extinto em abril do ano passado, por meio de projeto do Executivo encaminhado à Assembléia Legislativa. Nos últimos dias, Yeda buscou outra forma de criar a secretaria. Porém, ela não pode alterar a estrutura da administração sem a aprovação dos deputados.



Ex-tesoureiro do PTB nega acusações

Um dos 40 réus no processo do mensalão, o ex-tesoureiro do PTB Emerson Palmieri foi interrogado ontem na 3ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Curitiba. Palmieri, que não foi localizado para receber a citação e não compareceu à audiência prevista para o dia 11, deixou o prédio da Justiça sem falar com a imprensa. Segundo Itapuã Messias, advogado de Palmieri, ele manteve as mesmas informações dadas em depoimento anterior à Polícia Federal. O Supremo Tribunal Federal aceitou contra Palmieri denúncias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele afirmou que jamais participou de esquemas de compra de votos e que apenas cuidava da parte financeira do PTB.



OAB questiona o controle de contas

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questionou ontem, no Supremo Tribunal Federal, a prerrogativa da Receita Federal de vasculhar a movimentação bancária de pessoas físicas e jurídicas. Essa é a quinta ação direta de inconstitucionalidade contra o pacote de medidas do governo que visa compensar o fim da arrecadação da CPMF. Nessa ação, a OAB pretende derrubar artigo da lei complementar que a Receita Federal se baseou para baixar a norma que obriga os bancos a repassarem, a cada semestre, informações sobre as movimentações financeiras de clientes. A medida é aplicada para transações superiores a R$ 5 mil, no caso de pessoas físicas, e a R$ 10 mil, para empresas.


Vereadores de Capão têm bens bloqueados

A Justiça estadual determinou ontem o bloqueio dos bens de vereadores de Capão da Canoa, acusados de participação irregular em cursos e eventos. A decisão é da juíza Maria Cristina Rech, da Comarca de Capão da Canoa, em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público (MP) contra os vereadores Laurindo Borba Cardoso, Otávio Carmindo Teixeira, Valmarino Alves Machado, Luiz Gabriel da Silva, Carlos Alceu de Assis, Sérgio Ricardo de Oliveira e Flávio Alberto de Lara. Segundo o MP, os parlamentares participaram de eventos e cursos em 2006 sem interesse público, custeados com dinheiro do erário em quantidade que extrapola o critério da razoabilidade. Para a juíza, há a possibilidade de ressarcimento aos cofres públicos.



Auxílio-transporte para o militar que residir longe

Os militares residentes a mais de 75 quilômetros da localidade de serviço terão direito a auxílio-transporte. O Exército acatou a recomendação dos ministérios públicos Federal e do Exército. Estes solicitaram a revogação de qualquer norma que fixasse a distância entre a residência do militar e o seu local de trabalho como fator impeditivo do pagamento do benefício. O acatamento da recomendação, feita a partir de Santa Maria, terá efeito em todo o país.




Obama é favorito na Carolina do Sul
Com chances remotas ante um forte eleitorado negro, Hillary Clinton entrega campanha ao marido, Bill


Washington — Os candidatos democratas Barack Obama, Hillary Clinton e John Edwards disputam neste sábado a preferência dos eleitores negros na primária na Carolina do Sul, no Sudeste americano. Para o senador Obama, é essencial ganhar no estado que tem mais de 50% do eleitorado negro, depois de duas derrotas para Hillary, sua principal adversária, em News Hampshire e Nevada. Uma nova derrota poderia minar as ambições presidenciais de Obama, já que, de acordo com as pesquisas, Hillary sairá vencedora na Califórnia e em Nova Iorque, dois dos 20 estados que organizam suas primárias no dia 5 de fevereiro, a chamada 'superterça'.A equipe de Hillary está cética quanto às chances de vitória da senadora nas primárias de hoje. De acordo com pesquisa publicada ontem, Obama detinha 38% das intenções de votos na Carolina do Sul, ante 25% de Hillary e 21% para Edwards. A pré-candidata praticamente 'terceirizou' a campanha no estado para seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, e tem se dedicado aos estados da 'superterça. Edwards, que ainda não venceu nenhuma eleição prévia, continua na disputa – ele venceu na Carolina do Sul em 2004 e lidera entre o eleitorado branco. A questão racial ganhou destaque nas últimas semanas. Os Clinton sempre foram muito populares no eleitorado negro e o ex-presidente chegou a ser chamado de 'primeiro presidente negro' pela escritora Toni Morrison. Mas os duros ataques de Bill a Obama e algumas observações que foram interpretadas como racistas estão levando parte dos eleitores negros a rejeitar agora o casal.Ontem, o jornal The New York Times anunciou que apóia Hillary para receber a indicação democrata para as eleições presidenciais de novembro. Do lado republicano, o jornal optou por apoiar John McCain, senador do Arizona e veterano da guerra do Vietnã, mas esse respaldo é considerado menos importante, já que o jornal nova-iorquino tem baixa influência entre os conservadores.


Violência étnica volta a inflamar o Quênia

Nairóbi — A Polícia queniana impôs toque de recolher em Nakuru, no centro do país, onde ao menos dez pessoas morreram somente ontem. Armados com machetes, facões e arco e flecha, grupos rivais se enfrentaram nas ruas, obrigando moradores a fugir. 'Nakuru está paralisada. Há centenas de feridos no hospital', disse Abbas Gullet, secretário–geral da Cruz Vermelha do Quênia. Testemunhas afirmaram que os ataques começaram quando grupos armados de kikuyus (etnia do presidente Mwai Kibaki) decidiram se vingar da oposição – os luos (do opositor Raila Odinga) e os kalenjins. A violência minou esperanças de que o conflito estaria próximo do fim, como anunciado após reunião entre governo e oposição, na quinta-feira, que teve a mediação do ex–secretário–geral da ONU Kofi Annan.



Atentado mata oficial de inteligência no Líbano

Beirute — Um carro-bomba explodiu ontem em um bairro de maioria cristã de Beirute, matando um funcionário de alto escalão do serviço de inteligência libanês e outras três pessoas. Pelo menos 38 pessoas ficaram feridas no atentado. As tevês libanesas mostraram imagens de vários veículos queimados, alguns com pessoas dentro. Segundo o chefe de Polícia Ashraf Rifi, o alvo do ataque foi o automóvel do capitão Wisam Eid, 31 anos, envolvido nas investigações de atentados anteriores e ligado à coalizão governista anti-Síria. Em 2006, Eid já havia sido alvo de uma tentativa de assassinato, quando uma granada foi lançada contra sua casa. Rifi disse que o segurança de Eid também morreu na explosão, no bairro Hazmiya (extremo Leste da capital).A explosão abriu uma grande cratera de 2 metros de largura e 1 metro de profundidade no asfalto. A força da detonação mutilou as vítimas, dificultando a contagem dos mortos. A Casa Branca condenou o atentado e o denunciou como uma nova tentativa para adiar a eleição de um presidente, tendo o cuidado de não acusar diretamente a Síria.



Nova brecha entre Gaza e Egito

Rafah — Ativistas palestinos destruíram ontem, com a ajuda de um trator, um novo trecho do muro que faz fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito. Na passagem fronteiriça de Rafah, um trator conduzido por um ativista do movimento islamita Hamas, que controla Gaza, abriu duas brechas, por onde centenas de palestinos, alguns a pé e outros de carro ou em carroças, entraram imediatamente no Egito, entoando cânticos de louvor ao grupo radical. A Polícia egípcia fez disparos de advertência para o ar, mas não impediu a ação. Na Faixa de Gaza, quatro membros do braço armado do Hamas, entre eles o líder local, morreram em dois ataques aéreos de Israel. O premiê isralense, Ehud Olmert, e o presidente palestino Mahmoud Abbas, terão reunião neste domingo para discutir a crise que abala o território.



Pedreiro fere 3 na Catedral da Sé

São Paulo — Conhecido como Benedito do Pagode, o pedreiro desempregado Benedito de Oliveira provocou um tumulto e feriu três pessoas com uma faca enferrujada durante a missa em homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo, na Catedral da Sé. Aos berros de 'São Paulo me fez assim', ele partiu para cima dos convidados e atingiu o secretário da Pastoral do Menor, Ivan Bezerra dos Santos, 29, que faria a oração dos fiéis. Ele foi atingido na mão direita e no abdômem.Antes de ser dominado, o pedreiro desferiu golpes contra um policial e um segurança que tiveram cortes superficiais. Com umcavaquinho na mão, Benedito subiu em um banco e começou a falar em voz alta, durante a homilia em que o cardeal dom Odilo Scherer lembrava o trabalho pastoral e social da Igreja Católica na cidade. Ao ser contido pelos agentes de segurança da Catedral, ele reagiu, atacando os convidados. São Paulo comemorou ontem os 454 anos com atividades culturais, esportivas e religiosas. Teve o tradicional Bolo do Bexiga, cortado no centro e servido para milhares de pessoas que estiveram no local.



PAC ajudaria no desmatamento

Rio — O presidente interino do Ibama, Bazileu Margarido, disse que as obras incentivadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ajudam no desmatamento da Amazônia. 'Estamos trabalhando e empenhando um esforço muito grande para que isso não aconteça', justificou. Após anúncio do pacote de combate à devastação florestal, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, elegeu a soja e pecuária como duas das vilas do desmatamento, argumento rebatido pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. O Ministério do Meio Ambiente publicou ontem no Diário Oficial da União portaria que identifica os 36 municípios campeões em desmatamento e determina ações prioritárias para proteção das áreas ameaçadas.O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, propôs a criação de um 'Tribunal Internacional da Amazônia', com participação dos países amazônicos, para combater o desmatamento na região. O Conselho Federal da entidade quer promover este ano encontro para discutir e buscar 'soluções definitivas para que este patrimônio do Brasil e da humanidade não desapareça'.



Sérvia entrega controle da área de petróleo à Rússia

Moscou — A Sérvia assinou ontem acordo que dá à Rússia controle sobre o monopólio de petróleo sérvio e o direito a usar o território do país para construir um gasoduto até a Europa. Belgrado nega que o acordo tenha motivação política, já que o país conta com forte apoio do presidente russo, Vladimir Putin, contra a independência da província sérvia de Kosovo. A Europa está preocupada com o crescente domínio russo sobre o abastecimento energético.



Neto de Gandhi deixa fórum pela paz por criticar Israel

Rochester — Arun Gandhi, neto do histórico pacifista indiano Ma-hatma Gandhi pediu demissão da presidência do Instituto M.K.Gandhi pela Não-Violência, da Universidade de Rochester. O pedido foi feito após ele ser repreendido por críticas feitas aos judeus e Israel em fórum online do jornal Washington Post. Arun havia dito que 'Israel e os judeus são atores' em uma cultura global de violência e 'podem exagerar' o holocausto para ganhar simpatia.



Premiê iraquiano anuncia a ‘batalha final’ contra o terror

Kerbala — O primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki anunciou ontem que lançou a 'batalha final' contra o braço iraquiano da Al-Qaeda, com ação 'decisiva' em Mossul (Norte), onde concentram-se muitos militantes. 'Vencemos a Al-Qaeda no Iraque. Só resta a província de Ninive (Norte)', declarou em discurso transmitido pela TV. Maliki previu o fim das atividades da Al-Qaeda dois dias após atentado em Mossul que deixou 35 mortos e 217 feridos.



Helmut Schmidt na mira da lei por fumar em público

Berlim — O ex-chanceler alemão Helmut Schmidt, fumante inveterado, está sendo investigado pela Justiça por ter fumado em local público, apesar da nova lei antitabaco. Ele, com 89 anos, e sua esposa Hannelore são alvo de queixa apresentada por uma associação antitabaco em protesto pelo fato de Schmidt, chefe do governo social-democrata entre 1974 e 1982, ter sido fotografado fumando em um teatro de Hamburgo.



Poema de brasileira marca a queda de Romano Prodi

Roma — O senador democrata-cristão Clemente Mastella, que causou a queda do premiê Romano Prodi na quinta-feira, cometeu uma gafe literária que gerou divertidas controvérsias ontem na Itália. Para explicar sua mudança de bancada, vista como deslealdade ao governo de centro-esquerda, ele recitou 'A Morte Devagar', poema atribuído a Pablo Neruda. A real autoria, porém, é da brasileira Martha Medeiros.



Fábio Assunção é detido com traficante de cocaína

São Paulo — O ator Fábio Assunção, 36 anos, foi levado ontem à tarde para a Polícia Federal na Lapa, após ser pego pelos federais em um flat no Itaim, zona Sul, com um traficante que carregava 30 gramas de cocaína. A denúncia teria partido da própria família do galã da Rede Globo, que chegou a ser algemado, por estar muito agitado. Assunção ficou mais calmo quando soube pelos policiais que o alvo não era ele, mas o rapaz que o acompanhava.



Varig: dívida trabalhista muda

Brasília — O Ministério Público (MP) do Rio deve ajuizar na próxima semana recurso solicitando mudança no cálculo de pagamento dos credores trabalhistas da Varig antiga, em recuperação judicial. Ontem, a juíza Márcia Cunha, que acompanha a reestruturação da empresa, aumentou de 15% para 20% a proporção que cada credor tem direito a receber, do total de R$ 47 milhões obtidos com resgate antecipado de papéis de dívida (debêntures) realizado pela Gol, controladora da Varig. O procurador do MP Leonardo Araújo Marques prefere que a divisão do dinheiro seja feita pelo total de credores, em torno de 10 mil, o que considera critério mais justo. Pela regra atual, os 20% são proporcionais ao valor total do crédito de cada credor.



Petrobras abre 989 vagas em 13 estados

Brasília — A Petrobras lançou ontem o edital de concurso público para o preenchimento de 989 vagas em 13 estados, entre eles o Rio Grande do Sul. As inscrições começam na próxima terça-feira e poderão ser feitas somente pela Internet, no site www.cespe.unb.br, até as 23h59 min (horário de Brasília) do dia 15 de fevereiro. A remuneração mínima é de R$ 2.019,01. Os candidatos devem ter certificado de conclusão de curso de educação profissional (antigo segundo grau profissionalizante) em uma das áreas (por exemplo, eletrônica, mecânica, eletrotécnica) que aparecem no edital. São 936 vagas para técnico de operação júnior e 53 para técnico de inspeção de equipamentos e instalações júnior. O candidato poderá efetuar o pagamento da taxa de inscrição (R$ 27) por meio da Guia de Recolhimento da União. A guia estará disponível no mesmo endereço eletrônico e deverá ser impressa para o pagamento, até o dia 18 de fevereiro, em qualquer agência bancária, em lotéricas e nos Correios.



Petróleo mantém a trajetória de alta
Cúpula de Energia em Davos acredita que preços devem subir até mais, pressionados por emergentes


Davos — Apesar da ameaça de recessão nos Estados Unidos, e a inevitável desaceleração do crescimento mundial, os preços do petróleo vão continuar elevados e voláteis, podendo até subir ainda mais, pressionado pela crescente demanda em países emergentes como a China e a Índia nos próximos anos. Essa foi a principal conclusão da Cúpula de Energia, evento paralelo ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que reuniu autoridades, executivos de empresas petrolíferas e analistas do setor energético. 'O consenso é que os preços do petróleo não vão cair', disse o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. 'O que ninguém sabe é se eles podem subir mais', acrescentou.O economista-chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, ressaltou que os preços do petróleo voltaram a subir para mais de 90 dólares por barril ontem, apesar das incertezas em torno da economia americana e do recente estresse que assolou os mercados financeiros. 'Mesmo com risco de recessão, os preços continuam subindo de volta com facilidade', observou. Para Birol, 'estamos diante de uma nova ordem energética mundial, na qual China e Índia vão determinar a demanda de energia e as empresas petrolíferas estatais estão se tornando dominantes do lado da oferta'. A única opinião discordante sobre a tendência de preços foi do economista Kenneth Rogoff, da Universidade de Harvard. Ele prevê que a recessão nos EUA terá impacto relevante no consumo das commodities em todo o mundo. 'O preço do barril do petróleo deve cair para cerca de 75 dólares o barril com a queda no consumo', disse. Rogoff alertou, porém, que a volatilidade nos preços continuará.A possibilidade de a Opep, o cartel dos exportadores, elevar sua produção (uma reunião extraordinária está marcada para 1º de fevereiro em Viena) para aliviar o aperto entre a demanda e a oferta mundial foi, mais uma vez descartada por um dos representantes da organização presente no evento, o vice-primeiro-ministro do Catar, Abdulla Bin Hamad Al Attiyah.Depois de cair mais de 13% em relação ao recorde alcançado no dia 3 de janeiro (100,09 dólares) em meio a um 'mini-crack' das bolsas originado pelos temores de uma recessão na economia norte-americana, os preços do óleo cru se recuperaram claramente nas duas últimas sessões, superando mais uma vez a barreira dos 90 dólares o barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril para entrega em março fechou ontem em alta de 1,30 dólar, a 90,71 dólares, praticamente no mesmo nível da sexta-feira anterior.


Bolsas digerem impacto do pacote

Nova Iorque — As Bolsas ainda digerem o impacto das medidas de incentivo à economia dos Estados Unidos. Depois de duas sessões consecutivas em alta, o mercado americano fechou ontem em baixa: o Dow Jones, referência da Bolsa de Nova Iorque, perdeu 1,38% e o índice eletrônico Nasdaq caiu 1,47%.Wall Street mudou de tendência durante toda a sessão, pressionada, por um lado, por bons resultados trimestrais da Microsoft e, por outro, por novos temores sobre a situação do setor financeiro. Após operar boa parte da sessão em alta, as principais Bolsas européias encerraram em leve baixa ontem: Paris (-0,76%), Londres (-0,12%) e Frankfurt (-0,06%).A queda foi puxada pela baixa nas ações do banco anglo holandês Fortis. A valorização dos papéis do setor de tecnologia impediu que a baixa fosse mais acentuada. Já os mercados asiáticos fecharam em alta pelo terceiro dia consecutivo: Hong Kong (+6,72) e Tóquio (+4,1%).



Gandra quer cooperativa forte

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho Ives Gandra Martins Filho defendeu ontem em encontro no Sistema Ocergs-Sescoop/RS, em Porto Alegre, o fortalecimento das cooperativas de trabalho e apontou a garantia dos direitos trabalhistas aos cooperados – em cumprimento ao artigo 7º da Constituição Federal – para romper os preconceitos e acabar com as falsas cooperativas. 'A verdadeira cooperativa é aquela cuja união dos trabalhadores ocorreu espontaneamente e a gestão é autônoma', definiu. Para ele, o grande problema são as falsas cooperativas, que exploraram trabalhadores – 'empresas que demitem os funcionários, estimulam a criação de uma cooperativa, os obriga a se filiar e pagam a eles a metade dos salários', explicou. Uma cooperativa de trabalho pode ser contratada pelo poder público, por meio de licitação, para exercer atividades-meio, como manutenção e limpeza, por exemplo. De acordo com o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergílio Perius, das 983 cooperativas existentes no RS, 296 são de trabalho, têm 107 mil associados prestando serviços para os setores público (30%) e privado (70%). Segundo ele, o problema atual no cooperativismo é falta de auto-gestão.


Société Générale: analistas prevêem compra

Paris — A Polícia francesa revistou ontem, na periferia de Paris, a casa de Jerome Kerviel, funcionário da Société Générale acusado de fraudar o banco francês em 4,9 bilhões de euros. Conforme testemunhas, os policiais chegaram à tarde ao apartamento do funcionário, em Neully-Sur-Seine, e recorreram a um chaveiro para abrir a porta. A equipe partiu três horas depois, levando várias malas.Mesmo vítima de uma fraude, o Société Générale tinhas suas ações em alta ontem na Bolsa de Paris, ao mesmo tempo em que analistas destacavam uma possível compra por parte de concorrentes. Os títulos registravam alta de 1,68%, a 77 euros, após a queda de 4,14% no fechamento da quinta-feira. Os analistas do banco norte-americano Bear Stearns destacaram o atrativo especulativo dessas ações, ao mencionar uma fusão da instituição com um outro banco francês, ou ainda a aquisição por um estrangeiro e até uma batalha como a que aconteceu pela compra do holandês ABN Amro. Além da fraude interna de 4,9 bilhões de euros, o Société Générale anunciou perdas no ano passado no valor de 2 bilhões de euros, o que corresponderia a 2,9 bilhões de dólares. As perdas estariam vinculadas à crise dos 'subprimes'.



Chuva afasta o risco de falta de energia

Brasília — Em nota divulgada ontem, o Ministério de Minas e Energia informou que, após reunião, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico concluiu que não há risco de falta de energia. A reunião foi presidida pelo ministro Edison Lobão, empossado segunda-feira.A nota destacou o aumento de chuvas nas regiões Sudeste e Centro–Oeste. As previsões para os próximos 10 dias indicam que nas bacias do Tietê, Grande, Paranapanema, Paranaíba e Tocantins – onde está boa parte das hidrelétricas nacionais – as precipitações se aproximarão das médias históricas.



Justiça proíbe novo curso de Medicina

A juíza federal titular da 3ª Vara do Distrito Federal, Mônica Sifuentes, manteve determinação do MEC, ao indeferir pedido para autorização de abertura de curso de Medicina, pleiteado pelas Faculdades Integradas dos Campos Gerais, de Ponta Grossa, no Paraná. O pedido havia sido negado pela Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC), com base sobretudo no parecer desfavorável do Conselho Nacional de Saúde. O parecer leva em conta a necessidade social da abertura de um curso, num local que já apresenta alto nível de concluintes de Medicina por habitante. Na região Sul, esta relação é de um médico formado para cerca de 17 mil habitantes. A média nacional é de um para 19 mil.



Motociclistas criticam novas regras
Categoria diz que estaria sendo penalizada por duas resoluções e pelo reajuste no valor do seguro


Um protesto de centenas de motociclistas contra as exigências de novas regras nacionais de trânsito resultou em buzinaço e discursos durante a manhã de ontem em frente à prefeitura, na Capital. Organizado por entidades ligadas à categoria, o protesto teve momentos de tensão, com um motoboy detido por desacato pelo pelotão de choque da BM. A detenção ocorreu após uma tentativa frustrada de bloqueio do cruzamento da Siqueira Campos com a Borges de Medeiros. No Paço Municipal, os secretários de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães, e da Governança Local, Cézar Busatto, reuniram-se com o presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do RS (Sindimoto), Valter Ferreira. Foi debatida a regulamentação da lei que normatiza a atividade de motociclista profissional em Porto Alegre. Conforme o Sindimoto, que tem 5,5 mil filiados, na Capital circulam 15 mil dos 120 mil motociclistas em atividade no RS. Ferreira disse que a categoria está sendo penalizada pelas resoluções 203 e 219. A primeira trata do adesivo retrorrefletivo no capacete, na parte mais visível, e a segunda define normas de segurança no transporte de cargas. O dirigente ainda avaliou como abusivo o aumento de 30% do valor do seguro para os veículos.Na reunião, foi tratada ainda a fiscalização, pela EPTC, a partir do dia 1º, do cumprimento da resolução 203 do Conselho Nacional de Trânsito. Para o secretário Magalhães, a reunião foi boa, embora com alguns incidentes. 'A lei sancionada em 2006 precisa de regulamentação, que se fará por decreto, mas não há prazo para isso.' Sobre a atuação da EPTC em relação aos motoqueiros no próximo mês, Magalhães garantiu que segue o prazo de 1º de fevereiro, com flexibilização até o final do mês.



30% das presas seriam soltas

A partir de 20 de fevereiro começa um mutirão no país para analisar a situação carcerária das presidiárias. A expectativa, segundo a diretora de Programa da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Elisabete Pereira, é que 30% da massa prisional feminina, hoje de 25 mil, consiga a progressão de regime ou a liberdade condicional. Em 19 de fevereiro, haverá uma vídeo-conferência com os 26 estados e o DF para orientações. O projeto é em parceria como a Secretaria de Reforma do Judiciário e o Departamento Penitenciário Nacional. O RS tem uma massa carcerária de 1.047 presas nos três regimes de pena.


Aluno ganha liminar parcial

A juíza substituta da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, Daniela Cristina de Oliveira Pertile, atendeu ontem, em parte, pedido de um aluno que não alcançou média na Ufrgs devido às cotas. A magistrada negou o pedido para que fosse efetivada a matrícula, mas determinou que se reservasse vaga ao jovem.Em sua justificativa, a juíza argumentou que o sistema de cotas vem sofrendo críticas. Ela entende, contudo, que deva ser analisada a intenção da criação do sistema, devido à dificuldade que um aluno de escola pública tem de enfrentar um concorrente de uma escola particular. A magistrada considerou, entretanto, o fato de o estudante ter procurado comprovar ser oriundo de família sem recursos, mas que, no entanto freqüentou o ensino médio em escola particular e isso o torna favorecido na disputa.Para a juíza, o aluno não foi desfavorecido pelo deficitário ensino médio em rede pública, pois o critério relativo às escolas públicas é extremamente objetivo e não caberia, ao menos para efeito de liminar, declarar a igualdade de um aluno de escola pública com um aluno bolsista de escola particular.Para evitar maiores prejuízos, a juíza deferiu a reserva da vaga ao estudante, mas preferiu indeferir a imediata matrícula, deixando a análise da questão para ser feita após a manifestação do Ministério Público Federal sobre o caso.



Correio do Povo

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