Contexto Politico

Política, economia, últimas notícias, artigos, educação e história

1.12.09

Política - DEM concede oito dias para Arruda provar sua inocência

Senadores e deputados deram um voto de confiança para o governador

O DEM decidiu dar prazo de oito dias para o governador José Roberto Arruda, acusado de chefiar esquema de corrupção no governo do Distrito Federal, provar sua inocência apesar dos indícios apontados pelo inquérito da Polícia Federal. Na reunião da executiva do DEM, senadores e deputados seguiram a indicação do presidente da sigla, Rodrigo Maia (RJ), e derem um voto de confiança para o governador. No dia 10 de dezembro a executiva do partido votará se Arruda fica na sigla.

O relator do processo disciplinar contra Arruda, deputado José Carlos Machado (SE), vai ter apenas um dia para analisar os argumentos do governador. Parlamentares informaram que Maia decidiu não expulsar para evitar constrangimento no partido. Os senadores José Agripino (RN) e Demóstenes Torres (GO) saíram da reunião de cabeça baixa. Eles defendiam a expulsão sumária de Arruda e reclamam que o prazo de defesa fará com que o partido "sangre" por mais nove dias, lamenta Agripino. "Serão nove dias a mais de espera, de expectativa", disse.

Apesar de o adiamento da decisão do DEM soar como proteção a um correligionário com a imagem comprometida perante a opinião pública, líderes do partido alegam que a orientação de Maia pode ter tido viés jurídico. Durante a reunião, o presidente do DEM chegou a afirmar que o governador poderia recorrer de uma expulsão sumária alegando cerceamento do direito de defesa.

As informações são do Correio do Povo.

Política - Serra defende direito de defesa de Arruda

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), repetiu hoje os comentários feitos ontem sobre a gravidade das denúncias recentes envolvendo o governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (DEM). No entanto, o governador tucano ressaltou que os acusados precisam ser ouvidos pelas autoridades, pois possuem direito de defesa. "E no final, a Justiça tem de fazer justiça diante das conclusões a que chegar", afirmou.



De acordo com investigações da Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última sexta-feira, o governador do DEM seria o responsável por um suposto esquema de arrecadação e distribuição de propina a membros da base aliada de seu governo.



"São uma coisa gravíssima as denúncias apresentadas. São bastante graves e merecem ser muito bem investigadas pela Justiça", comentou.



O governador respondeu a apenas uma pergunta após participar de uma solenidade promovida pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
 
As informações são do Estadão.

Política - Atitude do presidente eleito vai definir relação com Honduras, diz Garcia

Marco Aurélio Garcia. Foto: Marcello Casal Jr./Abr

Garcia disse que Brasil não ficaria "indiferente" a alto comparecimento

O assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, indicou nesta segunda-feira que a relação futura do governo brasileiro com o governo de Honduras vai depender da postura do presidente eleito na eleição deste domingo, Porfírio "Pepe" Lobo.

Garcia disse que espera que o presidente reconheça a OEA como canal de diálogo legitimo e que dados sobre o comparecimento às urnas indiquem que uma alta participação do eleitorado hondurenho no pleito.

"Será de grande importância a atitude do senhor Porfírio Lobo, que foi eleito nesse pleito, em relação à OEA, se ele vai se dirigir ao secretário geral da OEA, se ele vai considerar a OEA como um interlocutor legítimo, diferentemente do que o governo golpista do senhor (Roberto) Micheletti fazia. Esse conjunto de sinais e de gestos é que vão nos permitir avaliar a situação e definir quais serão os próximos passos", afirmou Garcia em Estoril, onde participa da cúpula Ibero-Americana.

"Estamos saindo de uma eleição que foi feita ontem, não sabemos nem a taxa de comparecimento, alguns dizem que a taxa de abstenção foi da ordem de 70% outros dizem que foi de 55%, e precisamos analisar isso, porque vai incidir sobre a legitimação."

Garcia indicou que, apesar de considerar a eleição ilegítima, o governo brasileiro "não poderia ficar indiferente" se houver dados que comprovem "uma fortíssima participação popular". "Uma coisa é nós considerarmos a eleição ilegítima como procedimento, outra coisa é desconsiderarmos como fato político."

Árias

Garcia disse ser "indelicada" e "absolutamente improcedente" a declaração do presidente da Costa Rica, Oscar Árias, de que aqueles que rejeitam as eleições em Honduras e aceitam a eleição presidencial no Irã – realizada em junho e alvo de denúncias de fraudes – segue uma "dupla moral". O Brasil adota esse posicionamento.

Clique Leia mais sobre as declarações de Árias na BBC Brasil

"A eleições no Irã foram convocadas por um governo sobre o qual não havia nenhuma contestação e as eleições em Honduras foram convocadas por um governo golpista. Se o presidente Árias quiser fazer comparações, acho que ele deveria buscar uma comparação mais consistente."

Sobre a afirmação de Árias de que o não reconhecimento das eleições seria uma forma de castigar o povo hondurenho, privado da ajuda internacional, ele jogou a responsabilidade para o outro lado.

"Acredito que reconhecer essa eleição seria uma forma de castigar o povo hondurenho", disse.

Também em Estoril, a ministra das Relações Exteriores do governo deposto de Honduras, Patrícia Rodas, afirmou que Zelaya estaria disposto a negociar com o líder eleito nas eleições de domingo.

"O processo eleitoral é espúrio, ilegal e inaceitável. Mas os atores políticos são reais e devem ser parte de qualquer diálogo que inclua todos os líderes políticos do país, entre os quais se inclui o líder político Porfírio Lobo. Isso é uma realidade, mas não legitima o processo eleitoral."
 
Com informações da BBC Brasil.

Política - Governador diz que não renuncia

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (Dem), garantiu ontem que não deixa o cargo. "Estamos firmes, vamos até o fim", disse, depois de pronunciamento de sete minutos, no qual tentou desqualificar as denúncias feitas contra ele. Ele se defendeu da acusação de recebimento irregular de dinheiro de Durval Barbosa, seu ex-secretário de Relações Institucionais.

Em comunicado lido por Arruda na residência oficial do governo, em Águas Claras (DF), Barbosa foi acusado de atacar o governador por ter interesses contrariados. "Durante oito anos, o denunciante Durval Barbosa, hoje réu em 32 processos, todos por atos praticados no governo anterior, foi presidente da Codeplan, empresa de informática do governo Roriz. Recursos eventualmente recebidos por nós do denunciante para ações sociais nos anos de 2004, 2005 e 2006, entre os quais o que foi exibido pela TV, foram regularmente registrados ou contabilizados, como foram todos os demais itens da campanha eleitoral. Na montagem da equipe de governo, o denunciante desejou continuar na empresa de informática. (...) não concordamos com sua permanência no mesmo posto."

Arruda alegou também que "defeitos ou aquecimento e resfriamento do aparelho de gravação acabaram por truncar e comprometer o teor e o sentido da conversa, inclusive com a desconfiguração dos dados armazenados". Mais cedo, ele havia se reunido com a cúpula do Dem para dar explicações. Não conseguiu convencer os colegas, segundo as informações do Correio do Povo.

Economia - Otimismo retoma o nível pré-crise

Estudo da FGV mostra que uso da capacidade instalada nas indústrias é o maior em um ano

A elevação de 2,4% do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em novembro, para 109,6 pontos, aponta para a “consolidação da recuperação da indústria após a crise financeira internacional’’, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O índice alcançado neste mês é o maior nível desde agosto de 2008 (113,3 pontos), considerando-se dados com ajuste sazonal. Sem ajuste sazonal, o ICI cresceu 35,1% sobre novembro de 2008, quando a indústria já havia sido afetada pela crise. Nesse caso, é a maior variação nesta base de comparação desde julho de 2004 (42,4%).
Atingindo a 10ª alta consecutiva, o ICI é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de zero a 200 pontos. O resultado do índice é de queda ou de elevação se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de cem pontos, respectivamente.
– Estamos saindo de um momento em que havia alguma incerteza, para entrarmos num quadrante que seria de satisfação com o momento presente e de otimismo com os negócios futuros – afirmou o coordenador de Sondagens Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Aloisio Campelo.
A FGV também informou ontem que o Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria atingiu 82,9% em novembro. Em outubro, alcançou 82,5%. De acordo com a série histórica da fundação, o nível do Nuci de novembro é o maior em um ano.

Multimídia

Com informações do jornal Zero Hora.

Tarso: Dilma pode ter 2 palanques

O ministro da Justiça e pré-candidato do PT ao Palácio Piratini, Tarso Genro, declarou ontem que será melhor se a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, tiver mais de um palanque no Estado. O ministro, que retornou da Suíça no final de semana, esteve em Porto Alegre participando de reunião-almoço com lideranças do setor industrial gaúcho, na sede da Fiergs.

Questionado sobre como está se preparando para dividir o apoio da ministra com outros partidos, principalmente o PMDB, Tarso respondeu que o PT possui uma aliança nacional com os peemedebistas e que quem precisará explicar as contradições serão os partidos que abrirem seus palanques para a candidata petista. "É positivo para o país a ministra ter diferentes palanques. Isso pode ocorrer no RS e até gostaríamos que ocorresse", assegurou.

Tarso declarou que pretende se desligar do ministério ainda este ano, mas que a decisão sobre o prazo para sua desincompatibilização cabe ao presidente Lula. Pelos planos do candidato, caso ele de fato deixe o ministério até o fim de dezembro, dedicará o mês de janeiro a "uma parada" e, a partir de fevereiro, começará a percorrer o Estado. "Não serão atos de campanha, mas de escuta política sobre o que a população deseja", afirmou ele.

O ministro negou ainda que o PT esteja realizando novos movimentos em direção ao PDT. "Não temos nada agendado com o PDT. Seria uma postura de arrogância da nossa parte tentar apressar nossos aliados."

Com informações do Correio do Povo.

Política - Dem debate hoje ideia de expulsão

O Dem transferiu para hoje a decisão sobre o destino do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, acusado de participar de suposto esquema de corrupção. "O partido não concorda em assumir como seus os erros atribuídos ao governador. Mensalão do Dem, não. Alto Lá!", reagiu José Agripino Maia (RN), líder do Dem no Senado. A reunião de ontem, na residência oficial do governador, terminou em impasse. Arruda se recusa a pedir desligamento do partido e quer prazo para apresentar sua defesa. O partido está dividido sobre o assunto, segundo as informações do Correio do Povo.

Política - Bilionário foi sondado para vice de Marina

O empresário Guilherme Leal foi convidado pela senadora Marina Silva para ser o vice na chapa em que ela pretende concorrer à Presidência, em 2010, pelo PV. Não é por coincidência que Leal se filiou recentemente ao partido e tem sido visto ao lado de Marina em atividades pré-eleitorais. O paulista, de 59 anos, é um dos três copresidentes da Natura e um dos 12 brasileiros na lista de bilionários da revista Forbes.

Com informações do Correio do Povo.

Política - Ciro Gomes nega convite para suceder Dilma

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP), pré-candidato à Presidência, negou ontem, em Fortaleza, ter sido convidado pelo presidente Lula para chefiar a Casa Civil, depois da saída da ministra Dilma Rousseff para ser candidata à sucessão presidencial, em abril de 2010. Perguntado se aceitaria o cargo, Ciro foi ríspido: "Isso é pergunta que se faça, rapaz? A ministra da Casa Civil em pleno exercício da atividade, brilhantemente", disse.

Com informações do Correio do Povo.

Notícia internacional - Mujica quer formar Gabinete multipartidário

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Notícia internacional - Começa Cúpula Ibero-Americana; líderes discutem inovação e Honduras

Os chefes de Estado e de Governo da América Latina, Espanha e Portugal iniciaram nesta segunda-feira, na cidade portuguesa de Estoril, o primeiro dia de trabalhos da 19ª Cúpula Ibero-Americana, centrada na inovação tecnológica e no conhecimento. Os líderes devem aproveitar o encontro para debater ainda a divisão regional causada pela eleição deste domingo em Honduras.

Os representantes dos 22 países que formam a comunidade discursarão na primeira sessão de trabalhos, que começou com quase uma hora de atraso. Mais tarde, haverá um almoço e um encontro a portas fechadas --na qual os líderes se reunirão sem a presença de ministros e de assessores, para possibilitar um diálogo mais espontâneo.

Marcos Borga/Reuters
Rei Espanhol, Juan Carlos 1º (dir.), e o premoê espanhol, Jose Luis Rodriguez Zapatero (esq.), participam da cúpúla em Estoril
Rei Espanhol, Juan Carlos 1º (dir.), e o premoê espanhol, Jose Luis Rodriguez Zapatero (esq.), participam da cúpúla em Estoril

O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, foi o primeiro orador do dia e introduziu o debate sobre os temas centrais, como inovação e conhecimento diante da crise econômica.

"Estamos aqui como iguais para aprender uns com os outros e para que nossas reflexões permitam melhorar a qualidade de vida dos cidadãos", afirmou Cavaco, que lembrou a importância da pesquisa científica e do desenvolvimento tecnológico na sociedade globalizada.

A declaração final da cúpula, que aposta por incentivar o desenvolvimento científico e tecnológico para superar os efeitos da crise e para tornar a região mais competitiva, já foi estipulada pelos chanceleres.

Sobre os temas fora da agenda oficial, os líderes de Estado tentarão pactuar um texto conjunto sobre a situação em Honduras após a realização das eleições no domingo.

Muitos países, liderados pelo Brasil, não aceitam o resultado do pleito. Peru e Colômbia, entre outros, defendem que a votação é a única saída viável para a crise.

Além do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, também não assistirão à reunião o presidente da Venezuela, Hugo Chávez; o da Bolívia, Evo Morales; o do Paraguai, Fernando Lugo; o do Uruguai, Tabaré Vázquez; o de Cuba, Raúl Castro; o da Guatemala, Álvaro Colom; o da e Nicarágua, Daniel Ortega.

Os últimos líderes a chegar a Estoril, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mexicano, Felipe Calderón, além do costa-riquenho, Oscar Arias, não assistiram ao ato de inauguração, realizado no domingo na Torre de Belém, em Lisboa.

Já o presidente peruano, Alan García, que realiza uma visita ao Vaticano, se juntará à conferência nesta segunda-feira, após o almoço oficial em Estoril.

A cúpula também será palco de várias reuniões bilaterais para tratar assuntos e conflitos específicos entre países, dos quais o enfrentamento entre Colômbia e Venezuela é o que levantou mais expectativas.

Com informações do Correio do Povo de Alagoas.

Editorial - O rigor no trânsito

Com quase 12 anos de vigência, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) está sendo submetido a uma série de mudanças, com o objetivo de adequá-lo às novas exigências da sociedade. Entre as alterações previstas, já sob tramitação na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, está um endurecimento na legislação, numa tentativa de tornar o trânsito mais educado e especialmente mais seguro. Além do aumento no valor das multas para algumas infrações, como a das ultrapassagens ilegais ou dirigir falando ao telefone celular, as alterações propostas visam a dar instrumentos mais efetivos aos agentes da fiscalização. Neste sentido, algumas disposições inseridas na reforma são importantes para os objetivos pretendidos, a começar pela criminalização de quem se recusa a submeter-se ao teste do bafômetro ou pela proibição dos motociclistas de ultrapassarem pelo espaço entre os carros.

A realidade do trânsito das grandes cidades brasileiras e o crescente número de acidentes envolvendo motociclistas exigem que a legislação se preocupe cada vez mais com esse tipo de veículo, com o envolvimento dele com os demais carros e personagens do trânsito e com a segurança com que todos devem circular.

Espera-se que os parlamentares, a quem cabe adotar a decisão sobre as mudanças no Código de Trânsito, o façam com responsabilidade, tendo em vista a necessidade de dar a esse aspecto da realidade brasileira condições de conquistar padrões adequados de educação e segurança. Neste sentido e em nome dessas duas virtudes, até mesmo o aumento no valor das multas acaba por se justificar. Sabe-se que o uso do celular pelos motoristas representa um risco para a própria segurança e a segurança dos demais motoristas e dos pedestres. Justifica-se também outra das mudanças em discussão, a de ampliar de um para dois anos o período de licença provisória antes da obtenção, pelos novos motoristas, da Carteira Nacional de Habilitação.

Zero Hora
, edição de 1º de dezembro de 2009.

Editorial - Desafio aos partidos

Alarmados pelo escândalo que envolve o governador José Roberto Arruda e parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal, os partidos políticos finalmente estão reagindo no sentido de fazer o que deveria ser uma rotina: depurar os seus quadros. O Democratas (DEM), partido do governador, está pedindo que ele se explique publicamente, e dirigentes falam explicitamente na conveniência de promover “uma solução radical”: a expulsão de Arruda dos quadros partidários. O PSB, da base do governo, entregou seus cargos e passou a defender o impeachment, como os oposicionistas. O PPS e PDT, que integram a coalizão do governador Arruda, já o consideram sem condições de manter-se no comando do Executivo do Distrito Federal. Outros poderão definir, nas próximas horas, o rompimento da aliança. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), legitimamente escandalizada pelas imagens qualificadas de “devastadoras”, já se posicionou pelo impeachment.

Há um elemento especialmente emblemático em todo o episódio. A gravação das escandalosas entregas de propinas, agora reveladas na Operação Caixa de Pandora, ocorreu em meio à apuração dos episódios do Mensalão e dos Sanguessugas. Enquanto o país revelava a mais profunda indignação com aqueles episódios, outros ocorriam tão graves quanto eles na mesma Brasília. A manipulação de dinheiro vivo, com evidências de que se trata de uso de recursos não declarados à Justiça Eleitoral, aponta para a ocorrência de crime eleitoral. O presidente do TSE, ministro Ayres Britto, falando em tese, lembra que a legislação não permite doações de campanha em dinheiro vivo: toda a contribuição deve ingressar em contas bancárias, exatamente para evitar o caixa 2: “Dinheiro gasto para fins eleitorais tem que passar pelas contas dos partidos, ou dos comitês, ou dos candidatos. Em alguns casos, pelas três contas. A lei exige a identificação do dinheiro, a fonte, o valor, o destino. Na lei, tudo é às claras”.

Os brasileiros têm razões para sentir-se decepcionados e indignados. E aos partidos sobram motivos para o constrangimento que perpassa a sociedade diante de cenas tão degradantes como as que mostraram governador e deputados distritais, esganadamente, recebendo maços de dinheiro, que escondiam nos bolsos, nas bolsas e até nas meias.

O mínimo que o país pode esperar desse episódio é que seja absolutamente esclarecido, que os envolvidos sejam investigados e julgados e que os partidos adotem as providências para que os corruptos, se os houver, sejam expurgados dos quadros políticos. Diante de imagens tão claras e repetidas, que envolvem agentes distintos, é muito pouco provável que prevaleça o argumento de que ninguém pode ser considerado culpado até julgamento final irrecorrível. A presunção da inocência, direito fundamental de qualquer cidadão e que por isso precisa ser respeitada, choca-se, neste caso, com um princípio de realidade, conhecido desde os tempos dos romanos: contra fatos não há argumentos.

O país espera que os partidos, desafiados mais uma vez, saibam o que fazer.

Zero Hora, edição de 1º de dezembro de 2009.

Política - STF retoma julgamento de senador

Suspenso desde o início de novembro, o julgamento do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) deverá ser retomado nesta quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Azeredo é acusado de receber recursos de um esquema de arrecadação ilegal durante sua campanha à reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998.
A Corte suspendeu a sessão após uma polêmica aberta em torno de um recibo que comprovaria as suspeitas. Azeredo acusou o relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa, de inserir na denúncia um recibo falso de R$ 4,5 milhões para reforçar os indícios de ligação com o esquema.
Barbosa rebateu Azeredo e sustentou que consta na denúncia do Ministério Público Federal um recibo de R$ 4,5 milhões que teria sido assinado pelo tucano para honrar compromissos diversos com as agências de publicidade de Marcos Valério, que ficou conhecido como operador do mensalão.

Brasília

Multimídia

As informações são do jornal Zero Hora.

Editorial - O aproveitamento do lixo

Recentemente, o prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, gerou polêmica ao responsabilizar parte da população pela sujeira da cidade. Afirmou que o dinheiro extra despendido somente para cobrir os excessos cometidos pelos cidadãos serviria para ser usado em creches, iluminação pública, sinalização de trânsito, infraestrutura para as escolas, entre outros serviços públicos municipais.

O que se pode dizer é que essa realidade constatada naquele município não é muito diferente da observada em outras grandes cidades do Brasil. Como exemplo, podemos citar Porto Alegre, em que é comum se presenciar casos de pessoas descartando materiais, os mais diversos, nas ruas da Capital. A consequência disso, além dos problemas de higiene pública, é o agravamento do volume das águas nas ruas quando ocorrem precipitações mais intensas, gerando alagamentos e causando uma série de prejuízos a todos.

Por isso, o desafio é transformar o limão do lixo em limonada que gera emprego e renda. A formação de cooperativas de catadores e o mercado que se abre para empresas particulares pode ajudar a transformar esse estado de coisas. O Brasil produz atualmente 82 mil toneladas de resíduos sólidos de lixo por dia e apenas pequena parte desse montante recebe tratamento adequado. Quando se tiverem traçado políticas públicas eficientes e estruturado unidades de reciclagem por todo o país, o que por ora constitui uma preocupação, poderá vir a ser a solução de uma série de impasses hoje vivenciados na questão ambiental.

Na busca de alternativas, realizou-se, no Rio de Janeiro, o Fórum de Desenvolvimento do Rio. Na pauta, ações de destinação dos resíduos sólidos nos níveis estadual e municipal. Foram debatidas alternativas como a transformação do lixo em energia e em fertilizante. Tratou-se também o uso da tecnologia para o desenvolvimento de unidades de processamento de resíduos sólidos a fim de gerar energia elétrica ou térmica, com técnicas ainda não conhecidas no país.

Num mundo de coisas obsoletas e dispensáveis em pouco tempo, a exemplo de pilhas, celulares e computadores, a tendência é de que haja permanente descarte de materiais. O grande embate deve ser na forma de evitar que esse material prejudique o meio ambiente e possa ser reaproveitado com benefícios para a sociedade.

Correio do Povo, edição de 1º de dezembro de 2009.

Política - Deputado que botou dinheiro nas meias admite irregularidade

O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Leonardo Prudente (Dem), flagrado colocando dinheiro dentro das meias, depois de ter enchido os bolsos, admitiu que recebeu dinheiro no esquema de corrupção identificado pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Anunciou também que a mesa diretora da Casa decidiu abrir processo contra todos os deputados envolvidos. "Por sugestão minha, a mesa diretora está fazendo representação por quebra de decoro de todos os envolvidos, inclusive eu", disse.

Com informações do Correio do Povo.

Política - Aliados abandonam Arruda após vídeo comprometedor

PPS, PDT e PSB entregam cargos que ocupavam no governo do Distrito Federal

 Arruda apareceu apoiado em um andador para ler comunicado na residência oficial- Crédito:  valter campanato / abr / cp
Arruda apareceu apoiado em um andador para ler comunicado na residência oficial
Crédito: valter campanato / abr / cp
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (Dem), responderá às denúncias de que chefiava um esquema de recebimento e distribuição de propina sem sustentação da sua base aliada na Câmara Legislativa e com a equipe de secretariado desfalcada. Ontem, no decorrer do dia, PPS, PDT e PSB anunciaram a saída de seus correligionários que ocupavam cargos de primeiro e segundo escalão do governo.

A executiva nacional do PSDB se reúne hoje para decidir se continuará ou desembarcará do governo do Distrito Federal. Arruda tinha, antes da crise, o apoio da maioria da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Dos 24 deputados distritais, apenas cinco costumavam votar contra os interesses do governador: Cabo Patrício, Paulo Tadeu, Chico Leite e Erika Kokay, do PT, e José Antônio Reguffe, do PDT. Com a provável saída do PSDB da base aliada, serão cinco deputados a menos na contagem de apoio ao governador.

Outros oito deputados - Dem, PMDB, PSC, PRB e PP - são investigados na operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Eles responderão processo por quebra de decoro parlamentar, decidiu ontem a mesa diretora da Câmara Legislativa.

Das 21 secretarias de governo, o PDT chefiava três: do Trabalho, da Educação Integral e de Escolas Técnicas. O PPS abriu mão de duas secretarias: da Saúde e da Justiça. Em nota, o PSB anunciou a entrega do cargo de diretor-presidente da Emater/DF e a abertura de processo para expulsar o deputado Rogério Ulysses, citado no inquérito da Operação Caixa de Pandora.

Arruda leu ontem, no Salão Verde da residência oficial, no final da tarde, um comunicado. Ele chegou com um andador e o pé imobilizado em função de uma cirurgia.

Com informações do Correio do Povo.

Política - CPI pede investigação sobre diretor da Aneel

Clique aqui para ler esta notícia no blog do Noblat, do O Globo Online.

Política - Prefeitura de Porto Alegre nega superfaturamento em obras do PISA

Presser garante que todo o processo é acompanhado pela Caixa Econômica Federal

O diretor-geral do DMAE afirmou nesta segunda-feira que todos os atos relativos à contratação de obras do Projeto Integrado SocioAmbiental (PISA) são realizados com transparência e de forma pública. Flávio Presser nega qualquer irregularidade e diz que as informações estão disponíveis e atualizadas no site da prefeitura da capital.

O secretário concedeu entrevista para refutar as afirmações da presidente da CPI da Corrupção, Stela Farias (PT), de que há superfaturamento nas obras de tratamento de esgoto da Capital.

Segundo Presser, todas as etapas dos processos licitatórios do PISA são acompanhados pela Caixa Econômica Federal.

A presidente detalhou partes do inquérito da Operação Solidária que investiga suposto desvio de recursos, favorecimento no edital e pagamento de propina.

Segundo o levantamento, seriam R$ 586 milhões para ampliar o tratamento de esgoto de Porto Alegre, sendo R$ 230 milhões já licitados. A investigação da Polícia Federal e do Ministério Público aponta suposto desvio de R$ 61 milhões, conforme a deputada.

As informações são do jornal Zero Hora.

Há um século no Correio do Povo – História virtual

Correio do Povo do dia 1 de dezembro de 1909 noticiava:

Pesquisa e edição: DIRCEU CHIRIVINO | chirivino@correiodopovo.com.br
DIVERSAS
Serviço de telephones - Há tres dias que as linhas telephonicas da empreza Ganzo não funcionam para os arrabaldes da capital com grande rejuizo ao publico.
Chuvas de pedras - As chuvas de pedras que cairam ante-hontem, á tarde, e hontem, pela manhã, quebraram vidros das janellas de muitos predios nos arrabaldes do Parthenon, Menino Deus, Gloria e Theresopolis, devastando tambem as plantações das chacaras localisadas naquelles pontos, bem como em Belém Velho, São José e immediações. Os prejuizos foram regulares. Em alguns logares, as pedras eram do tamanho de ovos de galina.
Collectoria do Cahy - Segundo ouvimos dizer, ha serias irregularidades na collectoria estadual de S. Sebastião do Cahy. Consta-nos mais que, afim de inspeccionar essa repartição, seguirá para ali, dentro de poucos dias, o capitão Fernando Kersting Filho, inspetor fiscal da fazenda do Estado.
Noivo assassino - O chefe de policia recebeu communicação de que, á noite atrazada, em um arrabalde de Itaquy, um subdito hespanhol, arrombando a janella da casa onde reside a familia de sua noiva, assassinou esta com dois tiros de revólver. Após o crime, evadiu-se embrenhando-se em uns mattos, a duas léguas de distancia daquella cidade, próximo a costa do rio Uruguay. Ahi, elle foi preso pelo delegado de policia Sarjob Aranha, e recolhido á cadêa civil.
Reorganização da Brigada - Entrará hoje em vigor o novo regulamento da Brigada Militar. Seu texto deverá ser publicado em detalhe do Quartel General.
Fechamento de portas - A mocidade empregada no commercio vae intercedere junto a seus patrões no sentido de conseguir o fechamento das casas commerciaes ás 8 horas da noite. A proposito, imformaram-nos hontem, que os varrejistas da rua do Commercio acharam justo o pedido e abrirão o exemplo, fechando seus estabelecimentos áquella hora.
Immigrantes - Com destino a colonia de Ijuhy, municipio de Cruz Alta, embarcaram, hontem, pela manhã, no vapor Porto Alegre, 13 immigrantes allemães, ultimamento chegados da Europa.
TELEGRAMMAS
Praça do Casino
Rio Grande, 30 - Este anno, a estação balnear do Casino será muito animada. Diversas familias já seguiram para ali.
Fallecimento
Bagé, 30 - Deu-se, hoje, o fallecimento da respeitavel matrona d. Maria Lucas Gaffrée, viuva de Antonio Gaffrée.
Director de Estatística
Rio, 30 - O dr. Barata Ribeiro, ex-senador federal, foi convidado para occupar o cargo de director da Estatística, em substituição ao dr. Bulhões Carvalho, que pediu exoneração.
Um lord socialista
Londres, 30 - Na Camara, dicutindo o orçamento, lord Morley disse que não defende a causa dos socialistas, porém que si, o seu paiz tivesse manifestado tendencias socialistas, julga insensato que parte dos lords se exponham á accusação de violar a lei para se arvorarem campeões do rico contra o pobre. Disse lord Morley que, si do socialismo a unica alternativa é oppôr-se aos horrores do industrialismo, elle se proclamará socialista.
Tratado secreto
Berlim, 39 - Foi assignado um tratado secreto entre a Inglaterra e a Allemanhas, sobre as fronteiras do Uganda e do Congo.
Venda de documentos - O official do exercito italiano Rossi propoz vender ao governo francez documentos relativos á mobilização do Exército italiano, subtraidos do Ministério da Guerra, em Roma.
Successos de Hespanha
Madrid, 30 - Hontem á noite, em Saragoça, foram encontrados á porta de um convento de freiras, três machinas explosivas, envôltas em colchões. Junto á essas machinas foi encontrado um cartaz com o letreiro: Vingança da morte de Ferrer.
D.Manoel II
Paris, 30 - Antes de começar o espetaculo em que compareceu d. Manoel II, de Portugal, os electricistas exigiram aumento de salário, sob pena de cortarem a illuminiação.
A grafia de época está preservada nos textos acima

Companhia Costeira

 O trapiche Comercial ficava nas proximidades do Mercado Publico- Crédito:  museu da comunicação / cp memória

O trapiche Comercial ficava nas proximidades do Mercado Publico
Crédito: museu da comunicação / cp memória

Doravante, os vapores da Companhia Costeira atracarão no trapiche Commercial, fronteiro ao Mercado Publico, devido a ter sido presa de incendio o trapiche Colonial, onde atracavam as embarcações daquella empreza. O vapor Itapema, que zarpará hoje para o Rio, já se acha atracado no trapiche Commercial.

CRONOLOGIA

O dia 1 de dezembro na história

1822 - Pedro I é coroado imperador do Brasil.
1825 - Na Rússia, o czar Nicolau I sobe ao trono após a morte do seu irmão, o czar Alexandre I. Nicolau reinou até 1855.
1900 - A Comissão de Arbitragem de Genebra concede a posse do território do atual Amapá ao Brasil.
1902 - Euclides da Cunha lança sua obra maior, "Os Sertões".
1903 - O primeiro filme de faroeste da história do cinema, "O Grande Roubo do Trem", é exibido em Washington, Estados Unidos. Dirigido por Edwin S. Porter, o filme tem duração de 12 minutos e introduziu técnicas inovadoras no cinema.
1997 - Falecimento de Stéphane Grappelli, violinista de jazz, parceiro do célebre guitarrista francês Django Reinhardt. Grappelli nasceu em Paris, em 26 de janeiro de 1908 e faleceu na mesma cidade, em 1 de dezembro de 1997.

Clara Petacci – História virtual

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Clara (Claretta) Petacci (28 de fevereiro de 191228 de abril de 1945) foi uma jovem romana de classe alta, que se tornou amante do ditador italiano Benito Mussolini. Francesco Petacci, seu pai, tinha sido médico pessoal do Papa. Claretta era vinte e nove anos mais jovem que Mussolini.

Um livro com os diários íntimos de Clara Petacci, foi publicado em Itália em Novembro de 2009. Nesta obra estão reunidos textos escritos entre 1932 e 1938 e que revelam aspectos menos conhecidos do ditador.

Wikipédia

Benito Mussolini – História virtual (30.11.2009)

Duce


Benito Mussolini

Benito Mussolini

Presidente da Itália Flag of Italy.svg

Mandato
23 de Setembro de 1943 até
26 de abril de 1945

40º Primeiro Ministro da Itália

Mandato
31 de outubro de 1922 até
25 de julho de 1943

Precedido por
Luigi Facta

Sucedido por
Pietro Badoglio

Primeiro Marechal do Império

Mandato
30 de março de 1938 até
25 de julho de 1943

Sucedido por
Pietro Badoglio


Nascido em
29 de Julho de 1883
Dovia di Predappio
Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg Itália

Morreu em
28 de Abril de 1945 (61 anos)<
Giulino di Mezzegra

Nome de
nascimento
Benito Amilcare Andrea Mussolini

Nacionalidade
Italiano

Partido político
Partido Nacional Fascista

Outras afiliações
políticas
Partido Socialista Italiano
(1901-1914)

Esposa
Rachele Mussolini (cas.1915)

Ocupação
Político

Profissão
Jornalista

Religião
Ateu durante a juventude
Aparentemente Católico

Assinatura
Assinatura de Benito Mussolini

Benito Amilcare Andrea Mussolini (Dovia di Predappio, 29 de Julho de 1883Giulino di Mezzegra, 28 de Abril de 1945) foi um jornalista e político italiano criador do Fascismo. Governou com fortes poderes a Itália, entre 1922 e 1943, autodenominando-se Il Duce, que significa em italiano "o condutor".

Índice

[esconder]

[editar] Origens

Mussolini viveu os seus primeiros anos de vida numa pequena vila na província, numa família humilde. Seu pai, Alessandro, era um ferreiro alcoólatra e um fervoroso socialista, e sua mãe, Rosa Maltoni, uma humilde professora primária, era a principal sustentadora da família. Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal como o seu pai, Benito tornou-se um socialista e mais tarde um marxista. Foi influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche, e uma outra doutrina muito corrente do tempo e que o influenciou foi a do "sindicalismo revolucionário", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel (1847-1922).

Já mesmo na escola, com apenas onze anos, Benito deu mostras de um carácter violento ao esfaquear um dos seus colegas e atirar tinta ao professor. Foi expulso da escola.

Mussolini

Apesar disso continuou os estudos e teve mesmo boas notas, conseguindo qualificar-se como professor da escola primária em 1901.

Em 1902 emigrou para a Suíça para fugir ao serviço militar, mas, incapaz de encontrar um emprego permanente, tendo sido até mesmo preso por vagabundagem, ele foi expulso. Foi deportado para a Itália, onde foi forçado a cumprir o serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um emprego num jornal na cidade de Trento (à época sob domínio austro-húngaro) em 1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado A amante do cardeal.

Mussolini tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do fascismo.

Uniu-se informalmente com Rachele Guidi e em 1910 nasceu a primeira filha, Edda. Contraiu matrimônio civil somente cinco anos mais tarde. Em 1916 nasce Vittorio, em 1918 Bruno, em 1927 Romano e em 1929, Anna Maria.

[editar] Carreira política

Benito Mussolini e Adolf Hitler.

No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal esquerdista Avanti, de que era redator-chefe. Em 1914, dirigiu o jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se no exército - quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se à Grã-Bretanha e à França - e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido em combate por uma granada.

Segundo o historiador Peter Martland, de Cambridge, nessa época, o jornal de Mussolini era pago pela inteligência britânica para fazer propaganda favorável à guerra, de modo que a Itália permanecesse engajada no conflito. Há evidências de pagamentos semanais no valor de 100 libras feitos pelo MI5 a Mussolini, em 1917.[1]

Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido. Sua oratória era tão notável – possuía uma bela voz digna de um barítono – quanto seu uso eficaz de propaganda política.

Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, período em que alcançou grande popularidade, guindou-se a chefe do partido (Duce).

Italo Balbo

Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma[2], um golpe de propaganda. O próprio Mussolini nem sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.

Usando as suas milícias (chamadas de camicie nere (camisas negras) para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado Primeiro Ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no governo do país.

Mussolini discursando

Logo após a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Nessa campanha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indemnização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o catolicismo virava a religião oficial da Itália e se proibia a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina.

[editar] Invasão de outros países e Segunda Guerra

Gran Sasso 1943: pára-quedistas alemães que libertaram Mussolini e ao fundo um avião Fieseler Fi 156 Storch que foi usado na sua libertação.

Mussolini (de preto) logo após sua libertação na operação de resgate liderada por Otto Skorzeny (centro).

Em 1935, invadiu a Abissínia - atual Etiópia (segunda guerra ítalo-etíope), perdendo assim o apoio da França e da Inglaterra, até então seus aliados políticos. Esta campanha militar fez mais de meio milhão de mortos entre os africanos, face a cerca de 5.000 baixas do lado italiano. Foram usadas armas químicas contra a população local, um facto que não foi noticiado na imprensa italiana, controlada por Mussolini.

Somente então aliou-se de fato a Adolf Hitler, com quem firmaria vários tratados. Em 1936, assinou com o Führer e com o Japão o Pacto Tripartite, pelo qual Alemanha nazista, Itália e Japão formavam uma aliança político-militar que levaria o mundo à Segunda Guerra Mundial.

Em 1938 ocupou a Albânia e enviou vários destacamentos que lutaram ao lado dos falangistas de Franco durante a Guerra Civil de Espanha. Em seguida, fez os exércitos italianos atacarem a Grécia – apenas para serem expulsos em oito dias.

Com o início da Segunda Guerra Mundial combateu os aliados e, após várias e quase consecutivas derrotas, apesar do apoio militar alemão e sobretudo depois do desembarque aliado na Sicília, caiu em desgraça, vindo a ser derrubado e preso em 1943.

Foi libertado pelos pára-quedistas SS alemães do hotel/prisão de Gran Sasso em 12 de Setembro de 1943 em ação de resgate liderada por Otto Skorzeny, conhecida como Operação Eiche (OAK).[3]

[editar] Morte

Fundou a República Social Italiana (conhecida como República de Salò), no Norte do país, mas pouco depois viria a ser novamente preso por guerrilheiros da Resistência italiana, que o mataram a 28 de abril de 1945, juntamente com a sua companheira, Clara Petacci – que embora pudesse fugir, preferiu permanecer ao lado do Duce até o fim. As últimas palavras de Mussolini – em óbvia deferência à sua personalidade egocêntrica – foram:

" Atirem aqui " (disse ele apontando para o peito). " Não destruam meu perfil ".

O seu corpo e o de Clara Petacci ficaram expostos à execração pública durante vários dias, na Piazza Loreto em Milão.

[editar] Investigação sobre sua morte

Execution of Mussolini (1945).ogg

Reproduzir vídeo

Filme sobre a execução de Mussolini

As últimas horas de vida de Mussolini foram vasculhadas por um tribunal do júri de Pádua, em maio de 1957. Mas o processo não esclareceu as circunstâncias da morte. Até hoje não se sabe, de fato, quem disparou os tiros mortais. O pesquisador Renzo de Felice suspeita que o serviço secreto britânico tenha tramado a captura junto com os partigiani.

Michele Moretti, último sobrevivente do grupo de guerrilheiros antifascistas que matou o ditador, morreu em 1995, aos 86 anos em Como (norte da Itália). Moretti, que na época da guerrilha usava o codinome "Pietro", levou para o túmulo o segredo sobre quem realmente disparou contra Mussolini e sua amante.

Alguns historiadores italianos afirmam que o próprio Moretti matou os dois. Para outros, o autor dos disparos, feitos com a metralhadora de "Pietro", foi outro partigiano, chamado Walter Audisio. É certo, porém, que a ação foi obra da Resistência italiana.

[editar] Cronologia

  • 1883 - 29 de julho: Em Dovia, distrito de Predappio, na Romanha, nasce Benito Mussolini, filho de Alessandro e Rosa Maltoni.
  • 1892 - Matrícula na escola elementar dos salesianos de Faenza.
  • 1901 - 8 de julho: Forma-se professor.
  • 1902 - leciona, por breve período, nas escolas elementares. Em seguida, transfere-se para a Suíça. Inicia a carreira jornalística, colaborando no semanário “L’Avennire del Lavoratore” (O Futuro do Trabalhador).
  • 1903 - Preso por motivos políticos, é expulso do Cantão de Berna. Volta a Lausana e freqüenta o mundo dos exilados políticos.
  • 1904 - Profere ciclos de conferências, freqüenta a Universidade de Lausanne onde assiste, ao que parece, a algumas lições do economista Pareto. Em dezembro, regressa à Itália.
  • 1905 - Presta serviço militar no regimento dos bersaglieri. 19 de fevereiro: morte da mãe.
  • 1908 - Condenado a três meses de detenção por ameaça, tem sua pena reduzida para 15 dias.
  • 1909 - É nomeado dirigente da Câmara do Trabalho de Forli. Transferindo-se a Trento, assume o cargo de secretário da Câmara do Trabalho. Colabora no jornal “Il Popolo” (O Povo), dirigido por Cesare Battisti. Outubro: detido e expulso de Trento, seus companheiros socialistas convocam uma greve contra sua expulsão. Retorna a Forli, onde dirige o núcleo local do partido socialista. Conhece Rachele Guidi, sua futura esposa.
  • 1910 - Nasce a filha Edda.
  • 1911 - Preso e processado por causa de sua propaganda contra a guerra da Líbia, é condenado a 12 meses de cárcere.
  • 1912 - Julho: participa do congresso nacional do partido socialista, em Reggio Emilia. Entra na direção do partido e é nomeado diretor do “Avanti!”(Avante!).
  • 1914 - Participa do congresso nacional do partido socialista, em Ancona. 20 de outubro: deixa a direção do “Avanti!”. Novembro: funda o jornal cotidiano “Il Popolo d’Itália” (O Povo da Itália). 24 de novembro: é expulso do partido socialista.
  • 1915 - 24 de maio: a Itália entra na guerra. Mussolini parte para a frente de batalha. 11 de novembro: fruto de uma aventura amorosa com Ida Dalser, nasce Benito Albino Dalser-Mussolini, que só será reconhecido como filho legítimo em 11 de janeiro do ano seguinte. Em 16 de dezembro, Mussolini casa-se no civil com Rachele Guidi, mãe de sua filha Edda.
  • 1916 - 1° de março: promovido a cabo, por dedicação e audácia. Agosto: promovido a cabo sênior. Neste ano, nasce Vittorio.
  • 1917 - Fevereiro: promovido a sargento de esquadra. Logo em seguida, é ferido em batalha.
  • 1918 - Nasce Bruno, filho de Mussolini e Rachele.
  • 1919 - 23 de março: com centenas de camaradas, realiza o juramento na Praça San Sepolcro, fundando o Fascio Milanese di Combattimento (Esquadrão Milanês de Combate). 16 de novembro: é derrotado nas eleições para o colégio de Milão.
  • 1921 - Transformação dos Esquadrões de Combate em partido fascista. Em maio, Mussolini é eleito deputado. 21 de junho: primeiro discurso reacionário na Câmara.
  • 1922 - 28 de outubro: Marcha sobre Roma. Dezenas de milhares de fascistas ocupam a capital. 30 de outubro: chamado pelo Rei Vítor Emanuel III, Mussolini recebe o encargo de formar o novo governo.
  • 1923 - 12 de janeiro: constituição do Grande Conselho do Fascismo.
  • 1925 - 3 de janeiro: discurso de Mussolini na Câmara. Os fascistas reassumem o controle da situação.
  • 1926 - Abril: fundação da Opera Nazionale Balilla (ONB), destinada à assistência e educação moral e física da juventude. Outubro: após o terceiro atentado contra o Duce, em Bolonha, o Parlamento emana uma série de leis visando à defesa do estado. Supressão dos partidos e dos jornais da oposição. 28 de dezembro: casamento religioso com Rachele.
  • 1929 - 11 de fevereiro: assinatura da Concordata com a Santa Sé (Pacto de Latrão), que reconhece o Vaticano com Estado soberano.
  • 1933 - Assinatura do Pacto dos Quatro (França, Inglaterra, Alemanha e Itália) para assegurar a paz na Europa. Setembro: primeiro encontro do Duce com Claretta Petacci, com quem terá um enlace amoroso até os últimos dias de vida.
  • 1934 - Durante o verão, o Duce se opõe à iniciativa de Hitler que pretende anexar a Áustria à Alemanha, enviando algumas divisões ao passo de Brenner.
  • 1935 - O ministro francês Laval visita Roma. 11-14 de abril: Conferência de Stressa entre Inglaterra, França e Itália. 3 de outubro: início da guerra da Abissínia. Como voluntários, partem os filhos do Duce e Rachele, Vittorio e Bruno, enquanto Edda se inscreve na Cruz Vermelha.
  • 1936 - 9 de maio: Mussolini proclama a fundação do Império. 18 de julho: assinatura de um tratado de aliança com o general espanhol Franco.
  • 1937 - Mussolini solicita uma aliança com Hitler. 25 de setembro: primeira visita oficial de Mussolini à Alemanha. A Itália ameaça desligar-se da Sociedade das Nações.
  • 1938 - 15 de julho]: lançamento do manifesto proclamando diferenças raciais entre italianos e judeus, com repercussões na vida política.
  • 1940 - 18 de março: encontro em Brenner entre Hitler e Mussolini. 10 de junho: a Itália declara guerra à França. 24 de junho: armistício ítalo-francês. Agosto-setembro: ocupação da Somália Britânica e de Djibuti pelas tropas Itália. 27 de setembro: assinatura do Pacto Tripartite, de colaboração entre Itália-Alemanha-Japão. 28 de outubro: a Itália ataca a Grécia. 9 de dezembro: contra-ofensiva inglesa na Líbia. A Itália é forçada a pedir ajuda à Alemanha.
  • 1941 - 22 de janeiro a 7 de fevereiro: perda da Cirenaica Italiana. 5 de abril: os ingleses tomam Addis Abeba. 12 de abril: contra-ofensiva das tropas do Eixo na Líbia. 15 de maio: capitulação italiana na África Oriental. Junho: o Duce envia um Corpo Expedicionário Italiano para a Rússia (CSIR). 7 de agosto: o jovem capitão Bruno, filho do Duce, morre testando um novo avião. Dezembro: a Itália declara guerra aos Estados Unidos.
  • 1942 - Junho: última ofensiva ítalo-germânica na Cirenaica. 3 de novembro: inicia-se a retirada das tropas do Eixo. 7 de novembro: as tropas anglo-americanas desembarcam em Marrocos e na Argélia.
  • 1943 - 9 de julho: desembarque dos anglo-americanos na Sicília. 19 de julho: Mussolini encontra Hitler perto de Feltre. 24 de julho: reunião do Grande Conselho do Fascismo que vota a ordem do dia Grandi, com a qual se declara a queda do governo Mussolini e se convida Vittorio Emanuele III a assumir plenos poderes. 25 de julho: Mussolini apresenta sua demissão ao rei e é preso. Será deportado primeiro para a Ilha de Ponza e depois para Gran Sasso. 12 de setembro: um comando alemão chega à Ilha Gran Sasso e liberta Mussolini, levando-o de avião para a Alemanha. 18 de setembro: Mussolini anuncia a constituição da República Social Italiana da Alta Itália.
  • 1944 - 10 de janeiro: em Verona, um tribunal especial condena à morte os membros do Grande Conselho do Fascismo que votaram a favor da ordem do dia Grandi, inclusive o genro do Duce, Galeazzo Ciano, marido de Edda. 16 de dezembro: último discurso do Duce, no teatro lírico de Milão.
  • 1945 - Abril: Mussolini se transfere de Gargnano, às margens do Lago Garda, onde estava a sede do governo da República Social, para Milão. 27 de abril: unindo-se a uma coluna alemã em retirada para Valtellina, Mussolini é reconhecido por alguns guerrilheiros e preso. 27-28 de abril: Mussolini e Claretta Petacci são assassinados por partisans, numa vila nas proximidades de Bonzanigo-Giulino di Mezzegra, ao norte de Azzano, às margens do Lago de Como. Apenas no dia seguinte será expedida a sentença de morte oficial, emanada pelos guerrilheiros socialistas. 29 de abril: vilipendiação pública do cadáver de Mussolini, juntamente com o de Claretta Petacci e outros líderes fascistas, em Milão.

[editar] Ver também

Referências

  1. Documentos revelam que Mussolini espionou para a Grã-Bretanha, por Georgina Cooper. O Globo, 14 de outubro de 2009.
  2. SASSOON, Donald. Mussolini e a ascensão do fascismo. Rio de Janeiro: Agir, 2009. pp. 200. ISBN 978-85-220-0806-3
  3. (em português)Milavicorner - Operação Oak: O resgate de Mussolini

[editar] Ligações externas

Precedido por
Luigi Facta
Primeiro-ministro da Itália
1922 - 1943
Sucedido por
General Pietro Badoglio

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Biografias

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Vital Brazil – História virtual

Nota: Para outros significados de Vital Brazil, ver Vital Brazil (desambiguação).

Vital Brazil

Vital Brazil

Vital Brazil

Nome completo
Vital Brazil Mineiro da Campanha

Nascimento
28 de Abril de 1865
Campanha, Minas Gerais

Morte
8 de Maio de 1950 (85 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Nacionalidade
brasileiro

Ocupação
médico

Vital Brazil Mineiro da Campanha[1] (Campanha[2], 28 de abril de 1865Rio de Janeiro, 8 de maio de 1950) foi um importante médico imunologista e pesquisador biomédico brasileiro, de renome internacional.

Índice

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[editar] Vida e obra

Filho de José Manoel dos Santos Pereira e de Maria Carolina Pereira de Magalhães, foi casado em primeiras núpcias com sua prima em 1º grau, Maria da Conceição Philipina de Magalhães, viúvo da 1ª, casou-se, então, com Dinah Carneiro Vianna. Pelo ramo de sua mãe - os Pereiras de Magalhães - Vital tinha consangüinidade com o Protomártir da Independencia do Brasil, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Vital Brazil é mundialmente conhecido pela descoberta da especificidade do soro antiofídico, dos soros específicos contra picadas de aranha, do soro antitetânico e antidiftérico e do tratamento para picada de escorpião.

Estudou medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em meio a grandes dificuldades financeiras, vindo a formar-se com brilhantismo em 1891. Retornando a São Paulo clinicou em várias cidades do interior do Estado. Presenciou durante essa época a morte de várias pessoas mordidas por serpentes, principalmente lavradores.

Ele era médico sanitarista, que atuou em frentes diversificadas: participou das brigadas de combate contra a febre amarela e a peste bubônica em várias cidades no Estado de São Paulo; criou uma das primeiras escolas do Brasil que alfabetizavam crianças de dia e adultos à noite; desenvolveu materiais de informação sobre como se proteger das cobras e outros animais peçonhentos para as pessoas do campo; inventou uma caixa de madeira barata e segura para que os fazendeiros pudessem capturar as cobras e firmou convênios com as estradas de ferro para transportá-las, pois eram essenciais à fabricação do soro.

A convite do governo estadual, Vital Brazil ingressou em 1897 no Instituto Bacteriológico do Estado de São Paulo, dirigido pelo sábio Adolfo Lutz. Foi então que tiveram início suas pesquisas. Vital Brazil trabalhou junto com Oswaldo Cruz e Emílio Ribas no combate a peste bubônica, ao tifo, a varíola, e à febre amarela.

Recebeu do governo de Rodrigues Alves a Fazenda Butantan, às margens do Rio Pinheiros, São Paulo, que viria a se tornar posteriormente o Instituto Butantan. Foram aí desenvolvidos trabalhos, sem tréguas, num ambiente desprovido de recursos. Os primeiros tubos de soro antipestoso começaram a ser entregues após quatro meses de trabalho.

Em 1903 surgiu o soro antiofídico(Piroplasma vitalli), parasita no sangue dos cães. . Após este evento outros soros foram produzidos no Instituto Butantan. As vacinas produzidas também serviam em combate ao tifo, varíola, tétano, psitacose, disenteria bacilar e BCG. As sulfuras e as penicilinas vieram mais tarde. As picadas de aranhas venenosas, escorpião e lacraias deram origem a novos soros. Freqüentou por longo tempo o Instituto Pasteur . Também é o fundador do Instituto Vital Brazil, em Niterói.

A importância da especificidade

A descoberta de Vital Brazil sobre a especificidade dos soros antipeçonhentos estabeleceu um novo conceito na imunologia, e seu trabalho sobre a dosagem dos soros antiofídicos gerou tecnologia inédita. A criação dos soros antipeçonhentos específicos e o antiofídico polivalente ofereceu à Medicina, pela primeira vez, um produto realmente eficaz no tratamento do acidente ofídico que, sem substituto, permanece salvando centenas de vidas nos últimos cem anos.

Consagrado em congresso científico nos Estados Unidos em 1915, o seu trabalho logo despertou o interesse da Europa, onde se encontrava a vanguarda da pesquisa médica da época, e lhe valeu o reconhecimento mundial. O Instituto Butantan representa um marco na ciência experimental brasileira. Desenvolvendo significativo número de pesquisas de elevado teor cientifico, educando as populações rurais na adoção do tratamento e na prevenção de acidentes ofídicos e criando aquela que foi, possivelmente, a primeira escola de alfabetização de adultos, esse Instituto desempenhou importante papel social na época e tornou-se conhecido e famoso no mundo todo.

Instituto Butantan

Vital Brazil foi o criador do Instituto Butantan, em São Paulo, que foi instalado em uma fazenda antiga e distante da cidade, comprada pelo governo do estado de São Paulo para que lá funcionasse um laboratório para a produção de vacinas.

O documento de compra da fazenda tem a data de 24 de dezembro de 1899. A partir desse começo precário e difícil, o Instituto cresceu rapidamente. Em 1901 já produzia os soros antipestoso e antiofídico, daí ter recebido o nome de Instituto Serunterápico do Estado de São Paulo. Em 1925, passou a se chamar Instituto Butantan.

O Instituto continua um centro de referência e excelência, em diversas áreas científicas (www.butantan.gov.br)

Vital Brazil em 1911.

Instituto Vital Brazil

Após deixar a direção do Instituto Butantan, em 1919, Vital Brazil foi para o Rio de Janeiro. Apesar de convidado por Carlos Chagas para trabalhar em Manguinhos (renomeada FioCruz), resolveu fundar um novo laboratório, por achar que o Brasil necessitava de mais instituições científicas, onde o estudo e a pesquisa se ocupassem da solução de seus graves problemas.

Fundou, com o apoio do então Presidente do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Raul de Morais Veiga, o Instituto Vital Brazil em Niterói.

Sua seriedade, perseverança e dedicação fizeram deste Instituto outro importante centro de pesquisas, único por sua organização em âmbito nacional e reconhecido internacionalmente como estabelecimento científico pelos trabalhos de valor aí realizados (www.ivb.rj.gov.br). Muitos estudantes brasileiros e estrangeiros se iniciaram na carreira de pesquisadores estagiando nos laboratórios desse Instituto, formador de cientistas.

Notas

  1. Em conformidade com as normas ortográficas atualmente vigentes para a língua portuguesa, a palavra Brasil deve ser grafada com a letra "s" e não com "z".
  2. Seu nome foi dado por ter nascido no dia de São Vital e como homenagem ao país (Brazil), ao estado (Mineiro) e à cidade natal (Campanha).

[editar] Ver também

[editar] Bibliografia

  • Hawgood, B. J. "Pioneers of anti-venomous serotherapy: Dr Vital Brazil (1865-1950)". Toxicon. 30,5-6(1992)573-9.
  • Houssay, Bernardo A. "Transcendence of Vital Brazil´s Work". Memórias do Instituto Butantan. 33(1966)xiii-xvi.
  • Brazil, Lael Vital "Vital Brazil Mineiro da Campanha - uma genealogia brasileira".

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